quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Ei...
Evitem deixar uma folha de papel em branco perto de mim. Logo a alcanço, rabiscando palavras soltas e preenchendo as linhas com lances cotidianos. Meu caderno escolar transformou-se em abrigo de desabafos e versos sem sentido. Descubro novas formas de escrever e implanto pequenos desenhos, enfeitando cada espaço com coraçõezinhos e flores. Desde criança, sentava no chão da varanda. Ao invés de falar, produzia sentimentos no papel. O lápis terminavacurtinho, o apontador ficava cego de tanto ser usado. Reparavam na minha solidão descabida, mas eu apenas ignorava, como costumavam fazer comigo. Abraçava o caderno na mão, porque meus sentimentos sempre foram secretos, gosto de escondê-los. Taxava isso de passatempo predileto, melhor que brincar no parquinho do bairro. Era uma das minhas únicas habilidades. Escrever. Não que algo saía perfeito, longe disso. Os erros de concordância ocorriam e no fim de tudo minha letra virava garrancho. Mesmo crescidinha, posso afirmar que esse hábito não acabou. Continuo viciada em lápis, caneta, borracha e apontador. Sejam novos ou gastos, ainda os seguro firme, esperando fazer um bom uso com eles..Historiar. Inventar fatos, brincar de escritora.
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